Arquivar para novembro de 2006
somos nozes
Postado por antonio//jr como Fun em 17 de novembro de 2006
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de volta à brokeback
Postado por antonio//jr como Pessoal em 9 de novembro de 2006
OBS.: RECOMENDADO PARA QUEM JÁ SABE O FINAL DO FILME.
Um dos presentes de aniversário que recebi do Alê foi o livro de Annie Proulx com o conto que deu origem ao filme Brokeback Mountain. Ler o conto me fez relembrar porque saí triste do cinema, ao acabar o filme.
Minha tristeza era muito maior do que o simples fato de Jack Twist morrer. Era algo muito além. A morte de Jack e a vida que Ennis levava me deixava angustiado. A mensagem que o filme me passou vai muito além do amor de dois homens caipiras americanos. O filme mostra o quão pouco evoluímos.
Fico me perguntando se algum dia as pessoas poderão ser realmente felizes pelo que são, simplesmente por não seguirem valores pré-estabelecidos na sociedade e que não faz sentido nenhum. Se você não é branco, bonito, hetero e tem um bom emprego, a sociedade irá te discriminar de alguma forma. Isso é irritante.
Mais especificamente pelos gays, as coisas estão muito longes de mudarem. No Brasil, a maioria das pessoas associam gays com homens que se vestem de mulher, homens que são afeminados. Cacete. Que piração. O seu filho, o seu primo, o seu melhor amigo, qualquer um pode ser gay. Ser gay não está na roupa, no jeito de andar, na voz. Ser gay está dentro de cada um e, por favor, não digam que é uma “escolha”. Os gays nascem assim. Ser gay não é como escolher o jeans que você vai colocar no dia seguinte. E uma pergunta: se realmentef osse uma escolha, quem iria escolher por algo que será fruto de discriminação? Que será reflexo de uma batalha contra milhões de demônios internos para a própria auto-aceitação?
É muito fácil todo mundo apontar e dizer, “bichinha”, “viadinho”, mas ninguém sabe a sensação que é quando você descobre que é “diferente”, quando você se olha no espelho pela primeira vez e diz, “meu Deus, eu sou gay”.
Voltando à Brokeback, os gays não querem ter direitos além dos heteros. Os gays querem ter direitos iguais. Os gays querem casar, construir uma família, serem felizes. Os gays querem ser aceitos. Por que os heteros podem e os gays não? Quem disse que é errado?
Quando as pessoas vão parar de se esconder, de se enganarem, de viverem uma vida que não pertence à elas simplesmente para serem aceitas?
Quando será que o caráter, as atitudes, a personalidade de uma pessoa vai dizer mais do que o carro que ela tem, as roupas que ela usa, ou com quem ela dorme todas as noites???
Tudo isso me leva de volta à Brokeback onde a dor que cada gay sente com o preconceito chega muito próximo à dor da morte de Jack Twist.
renascimento
Postado por antonio//jr como Pessoal em 6 de novembro de 2006
22 anos. Há 1 ano, eu não imaginaria que minha vida seria como é hoje. Há 4 anos, então, não imaginava 1/10 do que ela é. Sou novo mas sou muito grato por tudo o que minha vida me ofereceu e oferece.
Tenho a sorte de ter uma mãe excepcional, irmãs fantásticas, um amigo-companheiro sensacional e um grupo de poucos mas amigos muito especiais.
Completo 22 anos de história que foram construídos com um pouco de cada um que já passou pela minha vida. É no dia de hoje que comemoro o verdadeiro ano novo! O meu ano novo. Nesse dia que faço o balanço da minha vida, do que conquistei, onde errei, o que quero pro meu futuro! É o meu renascimento. Presentes são sempre bons de receber! Mas, tenho a sorte de ter presentes que ninguém jamais poderá comprar!
Feliz aniversário pra mim!
o fantasma da ópera
Postado por antonio//jr como Pessoal em 5 de novembro de 2006
Amanhã, 06/11, é meu aniversário. Dia 07/11 é a vez do Alê.
Como presente de aniversário pro Alê, dei um ingresso para assistir ao Fantasma da Ópera e, lógico, com direito a acompanhante – eu! Foi minha 2ª visita ao Teatro Abril – a primeira aconteceu há alguns anos, quando ganhei do Alê ingressos para assistir “A Bela e a Fera”.
Não sei se era em conseqüência da ocasião especial, mas tudo parecia perfeito. O ar sombrio e forte do musical era ao mesmo tempo calmo e muito romântico. Os protagonistas já tinha rostos familiares pois haviam trabalho no musical “A Bela e a Fera” e ainda não tem como não ficar babando. Eles cantam perfeitamente e com uma força incrível. Mas, visivelmente, parece tudo muito simples e natural para eles, como escovar os dentes, que não requer habilidade ou preparo algum!
Tudo estava perfeito. Ficamos muito próximo do palco e podíamos ver as expressões nos rostos deles! Sensacional! Foram 2h40m que passaram voando e deixaram com um gostinho de quero mais!
O Fantasma da Ópera
Av. Brigadeiro Luiz Antônio, 411 – Bela Vista
São Paulo – SP
(11) 6846-6060
http://www.teatroabril.com.br/