Arquivar para setembro de 2007

dead to the world

In the dead of the night you seem closer to me. The next day I wake up and know how unreal it is, feeling so tense like I’m caught in a corner you can’t speak but I can hear you calling ‘I come back for you’.

I’ve been dead to the world and I’ve chosen to be. Inside under pillows with marvels and wonders sedating my will to exist in the open. I don’t move but I keep on moving I’m only with you.

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london (10/09 – 15/09)

10 anos de sonhos. As unhas roídas. A imigração. O impedimento. A corrente quebrada, a mala revirada, o xingamento proferido. O choro contido. A vontade de ir embora. Pisar em Londres foi um choque, literalmente. Uma humilhação. Um balde de água fria depois de 10 anos esperando pelo então dia de chegar a terras inglesas. Por algumas horas e até acordar, um ódio me possua e a cidade ficou feia, perdeu a graça. Chegar ao apto. foi um alívio. Dormir: nossa, a salvação pois nada como uma fucking good night pra relaxar os ânimos e me permitir viver o sonho tão aguardado.

O sotaque inconfundível, as bochechas rosadas, os tantos metros de altura, ônibus de dois andares, tijolinhos por todo o canto, phone booths.

Londres é uma cidade jovem, na essência. As pessoas têm uma velocidade e vida acelerada. Às 7pm os pubs estão lotados, decorados por pessoas de todos os gêneros e profissões. No tube (metrô) “mind the gap please” e se fizer algo errado e for loira, não vai adiantar pedir desculpas porque “you’re still blond stupid”. É uma cidade desbocada, onde tudo se mistura e fica harmônico. São pessoas evoluídas e diretas, vivendo em meio a um espaço clássico. Não se assuste ao ver um engravatado com piercing no nariz ou um senhor tatuado com barbicha.

As pessoas são o que são e não ligam pros outros.

Há muito tempo olho ao meu redor em São Paulo e no Brasil, e me sinto completamente deslocado. Sabe quando você não se sente parte de nada? Pois é. E, sempre que via Londres, seja através da internet, música e filmes, imaginava que lá encontraria identificação. E eu estava certo.

Próxima parada? iG.

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paris (07/09 – 10/09)

O pouso. O frio da barriga. Os primeiros passos. Bon jour, bon soir, merci.
A cada segundo era difícil assimilar a necessidade de todos os meus sentidos querendo ouvir, cheirar, sentir, ver e a boca muda e ao mesmo tempo histérica diante de tanta novidade.

Uma revista viva, é minha real definição de Paris. As pessoas não são bonitinhas, bonitas. As pessoas são lindas, extremamente bem vestidas e com um ar superior único. Há quem diga que eles são nojentos, mas eu te pergunto: você também não seria morando na capital com a maior bagagem histórica e cultural concentrada em um sonho arquitetônico com forma de pirâmide de vidro? Onde tem uma torre famosa que em qualquer lugar da cidade ela faz questão de ser vista? Uma arquitetura linda, permeada por castelos, vilas e uma vista clássica que só temos contato em livros de história ou filmes? A cidade com a igreja mais famosa do mundo? Desculpa, mas eles podem.

Muitas pessoas disseram péssimas coisas sobre Paris, o que foi melhor ainda. Não criar expectativas e evitar livros/revistas/fotos da cidade me fez ter um choque a cada novidade e a cada mito desmitificado. Sim, as pessoas cheiram mal um pouquinho e, não, eles não são mal educados ou arrogantes. A única manifestação arrogante foi de um funcionário com nacionalidade questionável e definitivamente não parisiense.

E, para descansar depois de tanta beleza, nada melhor que ir para um Hotel com quartos temáticos – detalhe para o meu quarto, com tema do Concurda de Notre Dame (e, se nesse momento você pensou em algo Disney, esquece!).

Paris é uma cidade pra se morar se você realmente merecer. Você tem que saber fazer biquinho, ter uma postura intocável e de longe ser visivelmente um anúncio de revista foragido. Do contrário, escolha outra cidade ou se acostume a babar e não ser babado.

Próxima parada? London.

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