O pouso. O frio da barriga. Os primeiros passos. Bon jour, bon soir, merci.
A cada segundo era difícil assimilar a necessidade de todos os meus sentidos querendo ouvir, cheirar, sentir, ver e a boca muda e ao mesmo tempo histérica diante de tanta novidade.
Uma revista viva, é minha real definição de Paris. As pessoas não são bonitinhas, bonitas. As pessoas são lindas, extremamente bem vestidas e com um ar superior único. Há quem diga que eles são nojentos, mas eu te pergunto: você também não seria morando na capital com a maior bagagem histórica e cultural concentrada em um sonho arquitetônico com forma de pirâmide de vidro? Onde tem uma torre famosa que em qualquer lugar da cidade ela faz questão de ser vista? Uma arquitetura linda, permeada por castelos, vilas e uma vista clássica que só temos contato em livros de história ou filmes? A cidade com a igreja mais famosa do mundo? Desculpa, mas eles podem.
Muitas pessoas disseram péssimas coisas sobre Paris, o que foi melhor ainda. Não criar expectativas e evitar livros/revistas/fotos da cidade me fez ter um choque a cada novidade e a cada mito desmitificado. Sim, as pessoas cheiram mal um pouquinho e, não, eles não são mal educados ou arrogantes. A única manifestação arrogante foi de um funcionário com nacionalidade questionável e definitivamente não parisiense.
E, para descansar depois de tanta beleza, nada melhor que ir para um Hotel com quartos temáticos – detalhe para o meu quarto, com tema do Concurda de Notre Dame (e, se nesse momento você pensou em algo Disney, esquece!).
Paris é uma cidade pra se morar se você realmente merecer. Você tem que saber fazer biquinho, ter uma postura intocável e de longe ser visivelmente um anúncio de revista foragido. Do contrário, escolha outra cidade ou se acostume a babar e não ser babado.
Próxima parada? London.