vizinho do paraíso


18h30. Chego na estação Ana Rosa do metrô. Na espera de um amigo para irmos juntos ao curso, durante os 30 minutos seguintes, contemplei algo que provavelmente nunca terei. Estava eu, ao lado da estação Paraíso do metrô e de frente para o Paraíso que sempre imaginei. Peças de casais se encontrando. Flores, presentes, um beijo, um abraço, um carinho. Dificilmente terei isso sem ser motivo de chacotas. Afinal, era uma vez um menino e uma menina… mas do meu lado só tem um menino. Continuarei caminhando à margem do paraíso ou apenas olhar com um olhar de vizinho curioso, afinal o Paraíso é para pessoas que pertencem a um grupo convencionado como normal e eu carrego um rótulo diferente. Eu sou avesso à convenção da normalidade e apenas um vizinho do paraíso.

  1. #1 por Daniel - 8 de outubro de 2008 em 00:19

    O paraíso deles não é o nosso. Paraíso não passa do lugar em que somos felizes, logo, nosso paraíso, façamos nós!

  2. #2 por Mila - 12 de outubro de 2008 em 19:05

    Você é um dos anjos do meu paraíso, meu lindão! Amo você.

  3. #3 por Fábio - 15 de outubro de 2008 em 14:25

    esteja confortável dentro de si mesmo… aí é o paraíso.

  4. #4 por Flávio - 16 de outubro de 2008 em 10:58

    Hum… nada que eu fale mudaria essa sensação de marginalidade. Nada que eu escreva, pensa ou sinta tampouco farão para suprimir esse estranho vazio. Ainda assim, continuamos a refletir sobre isso.

    Mesmo sem medo das public displays of affection (eu juro que penso em português, mas a música do Morcheeba me domina enquanto escrevo), o julgamento alheio sempre recai nos atores e na cena em si.

    Sinceridade? Isso aqui está mais pra purgatório, talvez até inferno… Sábio Fábio no comentário dele. Só que ainda não descobri uma espécie de pílula que me faça engolir essa verdade e me cegue a realidade.

    []’s

  5. #5 por vanessa - 27 de outubro de 2008 em 14:15

    continuar caminhando sempre é frente é o único caminho certo!

(não será publicado)
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